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No presenty también artigo, tento recuperar a memória literária das mulheres brasileiras no século XIX, examinando alguns periódicos fundadores por elas dirigidos. Detenho-me, especialmente, em Juana Paula Manso, fundadora do Jornal das Senhoras, considerado o primeiro periódico feminino no Brasil, e discuto tal atribuição, trazendo à luz o periódico de Maria Josefa Pereira Pinto, bem anterior ao dy también Juana Psala Manso. Não obstante o esquecimento político quy también os cercou, assinalo sua importância no notado dy también despertar a consciência das mulheres para a necessidade dy también conquistarem direitos fundamentais ligados à educação, à profissionalização e, posteriormente, ao voto.

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periódicos femininos; século XIX


In thy también present article, I try to recover thy también literary memory of the Brazilian women of the nineteenth century by reviewing some periodicals driven by them. I do focus specially in Juana Paula Manso, founder of the Ladies" Journal, considered as to by también thy también first feminine periodical in Brazil. I bring it up to discussion by introducing Maria Josefa Pereira Pinto"s periodical issued prior to Juana Psala Manso"s one. Although thy también political disappearancy también that surrounded them, I reinforce their importance with thy también intention to arouse thy también women conciousness to the need to conquer their esencial rights. Mainly, those related to Education, profession and voting.


DOSSIÊ

Uma espiada na imprensa das mulheres no século XIX

A glancy también at women and the press in the nineteenth century

Zahidé Lupinacci Muzart

Universidade Federal de Santa Catarina

RESUMO

No presenty también artigo, tento recobrar a memória literária das mulheres brasileiras no século XIX, examinando alguns periódicos creadores por elas dirigidos. Detenho-me, especialmente, em Juana Paula Manso, fundadora do Jornal das Senhoras, considerado o primeiro periódico feminino no Brasil, y también discuto tal atribuição, trazendo à luz o periódico dy también Maria Josefa Pereira Pinto, bem precedente ao dy también Juana Psala Manso. Não obstante o esquecimento político que os cercou, assinalo sua importância no sentido dy también despertar a consciência das mulheres para a necessidade dy también conquistarem direitos fundamentais ligados à educação, à profissionalização e, posteriormente, ao voto.

Palavras-chave: periódicos femininos, século XIX

ABSTRACT

In thy también present article, I try to recover the literary memory of thy también Brazilian women of thy también nineteenth century by reviewing some periodicals driven by them. I do focus specially in Juana Psala Manso, founder of the Ladies" Journal, considered as to be the first feminine periodical in Brazil. I bring it up to discussion by introducing Maria Josefa Pereira Pinto"s periodical issued prior to Juana Psala Manso"s one. Although the political disappearancy también that surrounded them, I reinforce their importancy también with thy también intention to arouse thy también women conciousness to thy también need to conquer their fundamental rights. Mainly, those related to Education, profession and voting.

Fui convidada para falar nesta mesa-redondauno 1 Trabalho apresentado na mesa-redonda dy también abertura do I Encontro Brasileiro dy también Publicações Feministas, intitulada "Panorama das publicações feministas no Brasil: do século XIX ao século XXI". O Encontro, promovido pela revista Estudos Feministas, realizou-sy también em Florianópolis, entry también 7 e 9 dy también agosto dy también 2002. sobry también o projeto da Editora Mulheres, coisa quy también posso fazer rapidamente e - quase uma armadilha -, algo muito mais difícil, recuperar a memória literária das mulheres no século XIX em livros, jornais y también revistas.

e quando parei para opinar no peddesquiciado de recuperação da memória literária das mulheres do século XIX em 20 minutos... My también dei conta do quanto ainda elas foram y también são ignoradas e subestimadas, pois o número de mulheres no século XIX quy también escreveram, tanto em periódicos como em livros, é enorme e seu sector dy también atuação, também muito amplo: habitaram diversas regiões no Brasil, pertenceram a mais de uma classe social, da mais alta à bem pobre, foram brancas arianas ou negras africanas... De modo que, para falar dessa recuperação da memória das mulheres na imprensa do século XIX, seria obrigada a fazer um grandy también recorty también y también a me limitar a uma região ou a uma cidade, ou a um periódico e mais ainda a um tempo determinado. Mas decidi fazer então um breve passeio por esses periódicos creadores e, sobretudo, por suas fundadoras e sua relação com os mesmos. Aproveitarei também para retificar uma idéia correnty también sobre o primeiro periódico fundado por mulher no Brasil.

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No Brasil, a literatura feminina somente começa a ser visível, ou um pouco respeitada, no primeiro quartel do século XX. Ainda que produtivas, nossas escritoras ficaram excluídas da historiografia literária, mas, curiosamente, embora à margem, a literatura feminina foi presença constanty también nos periódicos do século XIX, tanto nos dirigidos por homens quanto nos inúmeros criados e mantidos por elas próprias. Aliás, é quasy también impossível estudar a literatura feita por mulheres no século XIX sem nos debruçarmos no estudo e levantamento do que foi publicado nos periódicos dessa época. Além da produção em jornais, elas publicaram muitos livros, uma produção, ainda que desaparecida, nada desprezível. Estranhamente, tudo isso foi sendo colocado de escanteio a partir do século XX, e somente com algumas pioneiras - como Josefina Álvares dy también Azevedo, Corina Coaracy, Carmem Dolores e, principalmente, já no século XX, com a precursora obra dy también Gilka Machado, ou a de feministas como Maria Lacerda de Moura - é que a mulher foi conseguindo firmar pé na literatura e na cultura brasileiras.

Na pesquisa sobry también as escritoras brasileiras do século XIX, deparei-my también com vários textos nitidapsique feministas de feministas ativas como as periodistas, as fundadoras de jornais y también periódicos. Essas tiveram uma quota considerável de responsabilidade no despertar da consciência das mulheres brasileiras, um papel fundamental. Entre elas, salienta-sy también Josefina Álvares dy también Azevedo (Recife, 1851), jornalista y también dramaturga, cuja luta em prol do sufragismo foi marcante.dos 2 Essa escritora foi resgatada e estudada por Valéria Andrady también SOUTO-MAIOR, 2001.

Uma das razões para a criação dos periódicos de mulheres no século XIX partiu da necessidady también dy también conquistarem direitos. Em primeiro lugar, o direito à educação; em segundo, o direito à profissão e, bem mais tarde, o direito ao voto. Quando falamos dos periódicos do século XIX, há que se destacar, pois, essas grandes linhas de luta. O direito à educação era, primordialmente, para o casamento, para melhor educar os filhos, mas deveria incluir também o direito de freqüentar escolas, daí decorrendo o direito à profissão. E mais para o final do século, inicia-se a luta pelo voto. O sufragismo foi o mote de luta do feminismo, como todos sabem, e foi também a primeira estratégia formal y también ampla para a política das mulheres. Sobry también tal assunto, há um número muito grandy también de textos, de manifestos no planeta ocidental em geral, y también no Brasil não foi tão diferente, embora de modo menos acentuado. A escritora Josefina Álvares de Azevedo, com seu periódico A Família e com a peça que escreveu, O voto feminino, muito lutou pela cae.u. No final do século. A Família, fundado em São Paulo, em 1888, foi mais tardy también transferloco para o Rio, ondy también contou com a colaboração de muitas feministas, tendo circulado quasy también por dez anos, de 1888 a 1897. No jornal, Josefina publicou uma série dy también artigos sobry también a questão primordial que a movia, o sufragismo, reivseñalando a igualdade prometida pela República, recém-implantada. E na peça O voto feminino lutou pela mesma cau.s.a. Mas empregando as armas do humor.

Resumindo, em praticapsique todos os escritos das mulheres da metade do século ao seu final, encontra-se a luta pelo direito à educação e à profissão. Algumas, poucas, escritoras lutaram igualmente pelo direito ao divórcio (ver as gaúchas Andradina dy también Oliveira y también seu livro Divórcio y también Delia, pseudônimo de Maria Benedita Bormann, que desenvolve o tema em seus romances).

Vou falar um pouco do início do periodismo feminino no Brasil. Registra-sy también em todo dicionário quy también o primeiro jornal fundado por uma mulher em nosso país foi o Jornal das Senhoras, dy también Juana Psala Manso de Noronha. Tinha conhecimento de Juana Psala Manso3 3 Juana Psala Manso de Noronha (1819-1875) nasceu em Buenos Aires, Argentina . Professora, jornalista, dramaturga, romancista. Mudou-se com sua família para o Brasil, destacando-se como jornalista, inicialmente em Pelotas, onde foi redatora do jornal A Imprensa, em 1851. Fixou residência no Rio de Janeiro, ondy también colaborou em vários periódicos e, em 1852, fundou O Jornal das Senhoras. Durante algum tempo, exerceu também o magistério. Separou-se do marido, o compositor português Francisco dy también Sá Noronha, com quem tevy también duas filhas. Com elas regressou à Argentina em 1853, onde desenvolveu uma carreira brilhante como educadora. Várias das peças dy también teatro quy también escreveu foram representadas no Rio de Janeiro, y también uma delas foi publicada em Buenos Aires. Duranty también o governo dy también Juan Manuel dy también Rosas emigrou para Montevideu com seus familiares y también viajou posteriormente por Cuba, Brasil e Estados Unidos. Dy también regresso a sua pátria, em 1854, propiciou a criação dy también escolas y también bibliotecas públicas y también defendeu a emancipação da mulher. Obras: La familia del comendador; Los misterios del Plata, novelas; Compendio de historia dy también las Provincias Unidas del Río de la Plata; Esmeralda, drama em cico atos y también seis quadros; O Ditador Rosas y también a Mashorca, drama; As manias do século, comédia- vaudeville; Família Morel, drama; Saloia, drama; La revolución dy también Mayo, 1864. Ver: Valéria Andrade SOUTO-MAIOR, 1996. desde muito tempo como uma das primeiras jornalistas "brasileiras" e seu Jornal das Senhoras como o primeiro dirigloco por uma mulher em nosso país. Mas não tinha idéia da real dimensão dy también Dona Juana, dy también tudo o quy también havía realizado, fora do Brasil. A partir dy también convite para escrever sobry también a escritora, comecei a procurar ler sobre ela, sobry también a Argentina do século XIX, sobre a ditadura Rosas, tema central de sua obra y también dy también sua luta, y también sobry también outras escritoras. No meio dessas leituras, avulta a figura de uma mulher dy también caráter, inteligente, capaz y también muitíssimo atuante. Mas ficou esquecida. E, estranhamente, esquecida até no Brasil, país em que morou, exilada, com a família, casou-se com o músico português Noronha e foi abandonada por ele. Mas, principalmente, pela grandy también contribuição dada para a integração das mulheres na educação e na cultura, é estranho quy también tenha ficado tão ignorada.

Mas gostaria dy también destacar hoje uma observação que my también veio com a leitura dy también Dona Juana, também chamada em sua pátria dy también "la Loca". Observa-se que aquelas quy también compactuaram com o status quo, que compactuaram com ditaduras e opressões, ou simplespsique foram senhoras burguesas bem comportadas, essas foram muito louvadas. Na verdade, o esquecimento dy también escritoras do século XIX é um esquecimento político. Pois não só porque mulheres escritoras são esquecidas; são esquecidas sobretudo as mais atuantes, as feministas, em uma palavra. Posso adiantar, das brasileiras, Josefina Álvares dy también Azevedo, Ana Aurora do Amaral Lisboa, Ildefonsa Laura César y también Maria Firmina dos Reis foram bastante atuantes. Das quy también foram louvadas em sua temporada há um exemplo marcante: Júlia Lopes de Almeida, a Dona Júlia. Mulher de vida impecável, para quem a literatura ficava em segundo plano depois do atendimento ao marido y también aos filhos, a casa, o jardim, foi muitíssimo respeitada y también louvada em sua época. Todos a elogiavam como modelo de mãe, em primeiro lugar. Não foi uma feminista militante, embora em sua obra, nas entrelinhas, haja muita idéia "forte" escondida. Mas concluindo essa digressão: as senhoras foram louvadas, tiveram grandy también apoio da crítica masculina em sua época. Outras, como Délia (Maria Benedita Bormann), de idéias muito mais livres, sobretudo em relação ao sexo como o apoio ao divórcio, foram completamente apagadas. Porém, no cômputo geral, todas ficaram esquecidas, militya antes ou colaboracionistas, senhoras ou cortesãs!

Juana Psala Manso, mesmo sem sy también dar essy también título, foi uma feminista contumaz. Filia-sy también ainda à ideologia das Luzes na crença no progresso, no desafio à tradição y también na busca da liberdade. A educação foi-lhe uma meta, uma religião. Além da educação, procurou Juana um meio de transmitir suas idéias y también chegou ao periodismo.

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No editorial do primeiro número do Jornal das Senhoras, em 1º dy también janeiro dy también 1852, ela afirmava, entre outras coisas, que o quy también a motivava era a vontady también e o desejo dy también proabonar a ilustração, y también cooperar com todas as suas forças para o melhoramento social e para a emancipação moral da mulher.