Como Os Escravos Chegaram Ao Brasil

História do Brasil

Escravidão africana no Brasil sy también estabeleceu, na década de 1560, por meio do tráfico negreiro. Aqui os escravizados africanos encontraram uma rotina dy también violência.
*
Os primeiros registros apontam que os primeiros africanos escravizados chegaram ao Brasil na década dy también 1560.

A escravidão africana no Brasil foi uma prática que sy también estendeu por mais dy también três séculos, sendo responsável pela escravização de milhares de pessoas. Os registros oficiais apontam que os primeiros africanos escravizados chegaram ao Brasil na década dy también 1560, y también a rotina deles era permeada pela violência.

Tu lees esto: Como os escravos chegaram ao brasil

Acesse também: A escravização dy también índios no Brasil

Resumo sobry también escravidão africana no Brasil

Considera-se que a escravidão africana no Brasil se iniciou na década dy también 1550, mas os primeiros registros remetiam à década seguinte.

Os africanos escravizados se consolidaram como mão dy también obra alternativa aos índios escravizados.

Vários fatores, como a diminuição da oferta dy también escravizados indígenas, contribuíram para o crescimento da escravização dy también africanos no Brasil.

Os africanos escravizados eram trazidos para cá nos tumbeiros, as embarcações por meio das quais acontecia o tráfico negreiro.

No Brasil, eles encontraram uma rotina dy también violência, sendo obrigados a trabalharem dy también forma desumana.

Quando se iniciou a escravização dy también africanos no Brasil?

A escravização de pessoas no Brasil foi uma das grandes marcas da colonização portuguesa, y también essa prática se perpetuou em nosso país depois dy también conquistada a independência. Durante boa parte da colonização, a escravização de pessoas aqui sy también voltava contra índios y también africanos, mas, a partir de meados do século XVIII, a dos indígenas foi proibida.

Isso fez com quy también a escravidão no Brasil fossy también voltada exclusivapsique contra africanos, trazidos para cá por meio do tráfico negreiro. A escravização dy también africanos em nosso país se iniciou por volta dy también 1550, embora o historiador Luiz Felipe dy también Alencastro afirmy también que o primeiro desembarque de africanos escravizados tenha sdesquiciado registrado apenas na década de 1560.|1|

Os motivos quy también explicam essa transição da mão dy también obra indígena para a africana foram y también ainda são intensamente debatidos pelos historiadores. Alguns sugerem quy también o tráfico negreiro atendia a uma demanda lucrativa para a metrópole, mas outros historiadores apontam questões relativas aos interesses brasileiros.


Entre essas questões, está a diminuição da população indígena por conta da grande mortalidady también sofrida pelos indígenas aqui. Essa mortalidady también acontecia, principalmente, por questões biológicas, isto é, pela transmissão de doenças por meio do contato com os portugueses. Uma dessas doenças era a varíola.

O historiador Stuart Schwartz afirma que, entry también os fatores quy también explicam o início da escravização de africanos, estava o fato de os indígenas sy también rebelarem constantepsique com o trabalho na lavoura, as restrições criadas pelos jesuítas para a escravização dy también indígenas, a consideração dy también quy también os africanos eram melhores trabalhadores, y también a tendência pela priorização do escravizado africano.|2|

A transição terminante para os escravos africanos sy también deu quando o preço médio deles barateou, e foi sopsique na década de 1720 que a sua população no Brasil ultrapassou a dy también indígenas.

Videoaula sobre escravidão no Brasil


*
Os africanos escravizados eram trancafiados nos porões dos tumbeiros em viagens quy también poderiam se estender por sesenta dias.

Os escravizados africanos eram trazidos para o Brasil por meio do tráfico negreiro. Esse comércio dy también compra deles se iniciou no século XV, quando os portugueses começaram a ter contato com diferentes povos africanos. Essy también contato, naturalmente, estabeleceu-se em vias comerciais, e uma das mercadorias incluídas nos negócios eram esses trabalhadores.

As historiadoras Lilia Schwarcz e Heloisa Starling afirmam quy también os primeiros contatos comerciais entry también europeus y también africanos fizeram com quy también a escravização dy también africanos já se popularizasse na península Ibérica. Elas apontam para o fato dy también que, no século XVI, Lisboa e Sevilla eram cidades que possuíam populações expressivas dy también africanos escravizados. Nesses locais, eles sy también dedicavam aos trabalhos domésticos.|3|

A expansão do negócio açucareiro no Brasil aumentou consideravelpsique a necessidady también por mão de obra escrava. Com isso, o fluxo dy también africanos escravizados começou a crescer rapidapsique nas últimas décadas do século XVI. O grande impeditivo nesse momento ainda era o preço, uma vez quy también um escravo africano era cerca de três vezes mais costoso que um indígena.

Ver más: Adam Smith Teoria Dos Sentimentos Morais, Teoria Dos Sentimentos Morais Capa Comum

|4|

Os africanos escravizados eram obtidos pelos traficya antes por meio dy también emboscadas efectuadas no interior do continenty también africano ou também por meio da venda direta, caso o escravo fosse um prisioneiro de guerra ou alguém vendido para a escravização como punição por algum delito, como roubo ou adultério.

Os escravos eram trazidos ao Brasil em embarcações conhecidas como tumbeiros, cujas condições eram horríveis. Eles traziam dy también trescientos a quinientos africanos, quy también eram aprisionados nos porões por um periodo de 3cinco a sesenta dias. As péssimas condições de viagem faziam com quy también uma party también expressiva dessas pessoas morresse duranty también o trajeto.

Muitos deles embarcavam nos navios negreiros no porto de Luanda, em Angola. Nos primeiros dias da viagem, eram extremapsique mal alimentados, e isso acontecia com o propósito de diminuir a possibilidady también de eles sy también rebelarem. Em média, ¼ dos africanos que embarcavam nos navios negreiros morria duranty también o trajeto.|5|

Acesse também: Revolta dos Malês, a maior revolta dy también escravizados da história do Brasil

Rotina de trabalho dos escravizados africanos no Brasil


*
A escravidão africana no Brasil sy también estendeu por mais dy también 300 anos e ficou marcada pela violência.

A rotina dos africanos escravizados no Brasil era muito dura, e eles poderiam ser colocados para trabalhar em uma jornada quy también dy también até 20 horas. Sua escravização era justificada na época como algo que cumpria um papel civilizatório para os africanos, e a obediência deles era obtida por meio da violência.

Schwarcz y también Starling apontam que a escravidão de africanos no Brasil pody también ser definida como uma arqueologia da violência, uma vez que a rotina dy también trabalho e o trato que os africanos recebiam traziam uma gama de violências diárias. Elas afirmam quy también o trabalho era exaustivo e as punições, como o açoitamento, eram símbolos dessa violência.|6|

Além da obediência obtida por meio da violência, a sociedady también colonial colocava o africano escravizado como uma figura marginalizada e inferior, uma vez que ele não tinha autonomia sobry también sua vida, sendo proibdesquiciado de escolher o seu trabalho e empregador. Além disso, ely también não podia acumular posses, não recebia pelo seu trabalho etc.

A violência pela qual eles eram tratados motivava-os a procurarem formas dy también resistência à escravidão. Assim, entry también as formas praticadas, estavam o suicídio, as fugas y también as rebeliões, por exemplo. A formação de quilombos foi uma das formas dy también resistência dos africanos mais comuns aqui, sendo o Quilombo dos Palmares o mais conocido deles.

No Brasil, os escravos residiam em um local chamado senzala. Essa era uma construção que ficava à parte da casa grandy también y también que servia como local de repouso. Nesses locais eles sy también reuniam à noite para dormir, e, geralmente, as senzalas eram trancadas, com o objetivo de eludir a fuga dos escravizados.

A alimentação dos escravos era muito pobre, y también muitos historiadores apontam quy también esse era um dos motivos quy también faziam com que a vida dessas pessoas fossy también bastante curta. Muitos tinham dy también complementar a própria alimentação cultivando alguns alimentos. A comida era distribuída pelos senhores de escravos, assim como a roupa quy también os escravizados usavam.

Notas

|1| ALENCASTRO, Luiz Felipe de. África, números do tráfico atlântico. In.: SCHWARCZ, Lilia Moritz y también GOMES, Flávio (orgs.). Dicionário da escravidão y también liberdade: 50 textos críticos. São Paulo: Companhia das Letras, 2018. P. 57.

|2| SCHWARTZ, Stuart B. Escravidão indígena e o início da escravidão africana. In.: SCHWARCZ, Lilia Moritz y también GOMES, Flávio (orgs.). Dicionário da escravidão e liberdade. São Paulo: Companhia das Letras, 2018. P. 216-221.

|3| SCHWARCZ, Lilia Moritz e STARLING, Heloísa Murgel. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. P. 80.

|4| SCHWARTZ, Stuart B. Escravidão indígena e o início da escravidão africana. In.: SCHWARCZ, Lilia Moritz y también GOMES, Flávio (orgs.). Dicionário da escravidão y también liberdade. São Paulo: Companhia das Letras, 2018. P. 219.

|5| RODRIGUES, Jaime. Navio Negreiro. In.: SCHWARCZ, Lilia Moritz y también GOMES, Flávio (orgs.). Dicionário da escravidão y también liberdade. São Paulo: Companhia das Letras, 2018. P. 347.

Ver más: Jogos Para Meninas De 19 Anos, Conmebol Libertadores Femenina

|6| SCHWARCZ, Lilia Moritz e STARLING, Heloísa Murgel. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. P. 80.