BRINQUEDO PARA MENINA DE 10 ANOS

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Avances en Enfermería

Print version ISSN 0121-4500

av.enferm. vol.36 no.3 Bogotá Sep./Dec. 2018

https://doi.mapiscinebois.com/10.15446/av.enferm.v36n3.6mil trescientos diecinueve

Amanda Mota Pacciulio Sposito1 

Nathália Rodrigues Garcia-Schinzari2 

Rosa Maria dy también Araújo Mitre3 

Luzia Iara Pfeifer4 

Regina Aparecida Garcia dy también Lima5 

Lucila Castanheira Nascimento6 


1 Programa dy también Pós-Graduação Enfermagem em Saúdy también Pública da Escola dy también Enfermagem dy también Ribeirão Preto, Universidade dy también São Paulo (Ribeirão Preto, Brasil). Correio eletrônico: amandamps.to
gmail.com

dos Programa de Pós-Graduação dy también Enfermagem em Saúdy también Pública da Escola dy también Enfermagem dy también Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (Ribeirão Preto, Brasil). Correio eletrônico: nati.r.garcia
gmail.com

3 Instituto Nacional dy también Saúde da Mulher, da Criança y también do Adolescente Fernandes Figueira, Fundação Oswaldo Cruz (Rio de Janeiro, Brasil). Correio eletrônico: rmitre
gmail.com

4 Faculdady también de Medicina de Ribeirão Preto da Universidady también de São Paulo (Ribeirão Preto, Brasil). Correio eletrônico: luziara
fmrp.usp.br

5 Escola dy también Enfermagem dy también Ribeirão Preto da Universidady también de São Paulo (Ribeirão Preto, Brasil). Correio eletrônico: limare
eerp.usp.br

6 Escola dy también Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (Ribeirão Preto, Brasil). Correio eletrônico: lucila

Objetivo:

A quimioterapia é uma terapêutica bastante usada no tratamento do câncer infantil e, embora eficaz, provoca efeitos colaterais e exigy también reestruturação do cotidiano. Esty también estudo tem o objetivo dy también compreender o brincar como estratégia para enfrentamento do tratamento quimioterápico em crianças.

Tu lees esto: Brinquedo para menina de 10 anos


Método:

Pesquisa exploratória, com análisy también qualitativa dos dados. Participaram diez crianças entry también 7 y también 12 anos, com câncer, em tratamento quimioterápico y también hospitalizadas. Realizou-se entrevistas semiestruturadas usando fantoches como recurso facilitador da comunicação. Na análise dos dados, do tipo temática indutiva, destacou-se a importância do brincar como facilitador do enfrentamento da quimioterapia.


Resultados:

As crianças referiram-se à relevância do brincar para combater à ociosidade y también destacaram a importância dy también um espaço lúdico, adaptado às necessidades do tratamento, dentro do ambiente hospitalar. A atuação do terapeuta ocupacional e de voluntários caracterizados como palhaços foi citada como diferencial nesty también contexto.


Considerações finais:

Reforça-se a importância dy también investimento, por parte da administração dos hospitais, em espaços e materiais lúdicos y también na contratação de pessoal qualificado para facilitar o brincar das crianças hospitalizadas.


Descritores: Criança; Neoplasias; Tratamento Farmacológico; Brincadeiras y también Brinquedos; Adaptação Psicológica (fonte: DeCS, BIREME)


Objetivo:

La quimioterapia es una terapia bastanty también utilizada en el tratamiento del cáncer infantil y, aunquy también eficaz, provoca efectos colaterales y exige una reestructuración de lo cotidiano. El objetivo del estudio es entender el juego como estrategia para enfrentar el tratamiento dy también la quimioterapia en niños.


Método:

Estudio exploratorio con análisis cualitativo de datos. Participaron diez niños entry también siety también y doce años con cáncer, en tratamiento quimioterapéutico y hospitalizados. Fueron llevadas a cabo entrevistas semiestructuradas utilizando títeres como recurso facilitador dy también la comunicación. En el análisis dy también los datos, del tipo temática inductiva, sy también resaltó la relevancia del juego como facilitador del enfrentamiento a la quimioterapia.


Resultados:

Los pequeños sy también refirieron a la relevancia del juego para combatir el ocio y resaltaron la relevancia de un espacio lúdico, adaptado a las necesidades del tratamiento dentro del ambiente hospitalario. La actuación del terapeuta ocupacional y dy también voluntarios caracterizados como clowns (payasos) fuy también citada como diferencial en esty también contexto.


Consideraciones Finales:

Sy también resalta la relevancia de inversión, por parte de la administración dy también los hospitales, en espacios y materiales lúdicos y en la contratación dy también personal cualificado para facilitar el juego en los pequeños hospitalizados.


Descriptores: Niño; Neoplasias; Tratamiento Farmacológico; Juego e Implementos dy también Juguetes; Adaptación Psicológica (fuente: DeCS, BIREME)


Objective:

Chemotherapy is frequently used in childhood cancer treatment and, although effective, it cautilices collateral effects and requires thy también restructuring of children"s daily lives. The aim of this study is to understand the play as a strategy to copy también with thy también chemotherapy treatment in children.


Method:

This is an exploratory study with qualitative data analysis. Participants wery también diez children with cancer between siete and 12 years old, undergoing chemotherapy and hospitalized. Semistructured interviews wery también held, using puppets as a resource to facilitaty también the communication. In the data analysis, with an inductive approach, thy también importancy también of play as a facilitator of thy también chemotherapy coping was highlighted.


Results:

The children referred to the relevancy también of playing as a resourcy también against idle timy también and highlighted the importancy también of a spacy también to play, adapted to the treatment needs, within the centro de salud environment. The activities of thy también occupational therapist and of volunteers characterized as clowns was cited as differential in this context.


Final Considerations:

Thy también importancy también of centro de salud administrations" investment in play spaces and materials is underlined, as well as the hiring of qualified staff to facilitate the hospitalized children"s playing.


Descriptors: Child; Neoplasms; Drug Therapy; Play and Playthings; Adaptation Psychological (source: DeCS, BIREME)


Introdução

Os tumores pediátricos, que acometem indivíduos entre 0 e diecinueve anos, correspondem ao percentual de 1 a 4 % do total de tumores malignos, na maioria das populações. Nos países em desenvolvimento, como o Brasil, o câncer pediátrico representa de tres % a 10 % do total dy también neoplasias 1.

O tratamento do câncer infantil é prolongado e demanda, comumente, repetidas internações hospitalares 2,3. O hospital, apesar de expor a criança a procedimentos invasivos e experiências físicas e emocionais desagradáveis 3,4, também sy también configura como o local onde se espera alcançar a cura da doença por meio do tratamento proposto 5, adquirindo, assim, significados ambivalentes para os pacientes.

Além da hospitalização, a criança precisa lidar com as demandas y también consequências do tratamento. Atualmente, as principais modalidades dy también tratamento oncológico são: cirúrgico, radioterápico e quimioterápico. A quimioterapia consiste no emprego de substâncias químicas que são capazes de exconcluir o tumor ou imsolicitar seu crescimento, atuando principalmente contra células que sy también dividem rapidamente, por atuarem na divisão celular 6. Embora eficaz, a quimioterapia exigy también uma reestruturação do cotidiano da criança, devdesquiciado às frequentes internações; ao afastamento da família, do lar, da escola; aos efeitos colaterais das medicações, tais como náuseas, fadiga, alopecia y también alteração do paladar, a qual acarreta, inclusive, em diminuição e modificação da alimentação 7.

Ao adoecer, a criança lida com quatro experiências estressantes: o adoecimento em si, o notado que ela dá a essa doença, a busca por desenvolver estratégias dy también enfrentamento comportamentais e cognitivas e a implementação dessas estratégias 8. Visando a amenizar essas vivências estressoras y también facilitar a adaptação da criança à nova situação, esta devy también ser auxiliada a desenvolver suas estratégias de enfrentamento 4.

Um estudo quy también realizou meta-análisy también acerca do enfrentamento dy también crianças com câncer 9, indicou que o termo enfrentamento é geralmente definido na literatura como um processo cognitivo e/ ou comportamental que visa minimizar ou tornar mais fácil de tolerar situações estressantes, tais como o tratamento dy también neoplasias. O brincar pode auxiliar a criança a enfrentar situações estressantes, como o tratamento dy también uma doença grave y también a hospitalização. Pody también influenciar o equilíbrio entry también a criança y también o ambiente, favorecendo a sensação dy también controly también da situação e promovendo saúdy también y también bem-estar 10.

As crianças com câncer desenvolvem esforços constantes para enfrentar o adoecimento y también a hospitalização, porém, em alguns casos, têm dificuldades para localizar as estratégias eficazes para lidar de forma menos traumática com o tratamento. Os relatos dos pacientes quy también já desenvolveram algumas estratégias quy también favorecem o enfrentamento da quimioterapia podem direcionar dy también forma efetiva a intervenção dos profissionais dy también saúdy también com outras crianças quy también estão iniciando o processo dy también tratamento e/ou que ainda não tenham elaborado suas próprias estratégias 4. Nesse sentido, realizou-se uma investigação, norteada pela seguinty también questão de pesquisa: quais as estratégias eleitas por crianças com câncer hospitalizadas para favorecer o enfrentamento da terapêutica quimioterápica? A partir desta pesquisa, identificaram-sy también as estratégias, merecendo destaquy también a contribuição do brincar, a qual va a ser o foco desty también artigo. Portanto, o objetivo deste estudo é compreender o brincar como estratégia para enfrentamento do tratamento quimioterápico em crianças.


Método

Estudo exploratório, com análisy también qualitativa dos dados, realizado no setor dy también oncologia infantoju-venil de um centro de salud universitário, público, do interior paulista. Foi aprovado pelo Comité dy también Ética da instituição ondy también a investigação foi realizada e, além do consentimento dos pais, os pesquisadores obtiveram o assentimento das crianças participantes.

A coleta de dados ocorreu no periodo dy también abril de 2010 a maio dy también 2011. Foram convidadas a participar da pesquisa todas as crianças entre siete e doce anos dy también idade, as quais possuíam diagnóstico dy también câncer, quy también sy también encontravam em tratamento quimioterápico há pelo menos tres meses, e hospitalizadas no instante da coleta.

Todas as crianças convidadas aceitaram prontapsique participar do estudo. Realizou-se, com cada participante, uma entgaceta semiestruturada, dy también forma lúdica, no próprio quarto da enfermaria oncológica em que a criança se encontrava internada, especificamente, utilizando-sy también o leito ou a mesa de cada participante. Para tal, utilizou-sy también um fantochy también confeccionado pela própria criança, para representá-la, e outros bonecos confeccionados previamente pela primeira autora desty también estudo, visando a despertar o interessy también e curiosidady también dos participya antes y también incentivando-os a sy también engajarem ativamente na pesquisa. Para potencializar a característica lúdica da entrevista e facilitar a expressão da criança, a pesquisadora utilizou um avental colorido como cenário, elaborado especialpsique para esty también fim. Foi dada a oportunidady también às crianças de escolher participar da pesquisa na presença dos pais no instante da coleta dy también dados, embora alguns participantes tenham sy también sentido à vontady también para permanecer na companhia apenas da pesquisadora duranty también a entrevista.

As entrevistas, mediadas pelo uso dos fantoches, iniciaram-se com uma questão norteadora abrangente: "Conte-my también como tem sdesquiciado o seu tratamento aqui no hospital". Como sy también tratou de uma entrevista semiestruturada, não se seguiu estritamente um roteiro de perguntas, porém, a partir das respostas das crianças, outras questões foram abordadas y también aprofundadas pela pesquisadora, relacionadas ao conhecimento do diagnóstico, à hospitalização, contato com equipy también multiprofissional, atividades cotidianas y también religião. Desta forma, partindo-sy también dos próprios discursos das crianças, foram abordadas a terapêutica quimioterápica hospitalar, a dor e efeitos colaterais e suas consequentes estratégias de enfrentamento. O tempo dy también duração das entrevistas variou de 1cuatro a treinta y uno minutos e foi necessário apenas um encontro com cada criança para explorar o fenómeno investigado.

Como recurso auxiliar, também foram consultados os prontuários clínicos dos participantes para a coleta de dados demográficos e da terapêutica, tais como data dy también nascimento, informações acerca do diagnóstico, história da enfermidade atual, tempo de quimioterapia, outros tratamentos atuais ou aos quais a criança já havía sloco submetida.

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Foi realizada a análise dy también conteúdo dos dados obtidos, do tipo temática indutiva 11, com basy también nos seis passos descritos pelos autores, a qual consisty también em uma forma dy también análisy también dirigida pelos dados, uma vez que a identificação dos temas não é conduzida por interesses teóricos do pesquisador. Inicialmente, foi realizada a transcrição das entrevistas e a imersão nos dados, a partir da leitura exaustiva dos discursos das crianças. Na sequência, identificaram-se códigos, quy también foram então agrupados em temas dy también análise, os quais foram posteriormente revisados e nomeados, dando origem às categorias de análise. Os depoimentos dos participya antes foram analisados em um nível latente, não explícito, que vai além do conteúdo semântico dos dados, identificando o significado que sy también encontra também "nas entrelinhas" do quy también foi dito 11.

Dentre as categorias temáticas elaboradas, identificamos as seguintes estratégias de enfrentamento desenvolvidas y también utilizadas pelas crianças com câncer, hospitalizadas, em tratamento quimioterápico: i) conhecimento e compreensão do diagnóstico e seu tratamento; ii) o vínculo afetivo entry también a equipy también de saúde e as crianças; iii) medidas farmacológicas e não farmacológicas para o alívio dy también náuseas, vómitos, alopecia e dor; iv) alimentação: o prazer proporcionado pelo controly también da situação; v) religião y también esperança dy también cura; e vi) distração y también brincadeiras: a melhor parte da hospitalização. Ao relatarem suas vivências durante a quimioterapia, e o quy también os auxiliavam a enfrentar esse tratamento y también suas consequências, grandy también destaque foi dado pelas crianças ao brincar, caracterizado como a melhor parte da hospitalização e, portanto, foco deste artigo.


Resultados

Participaram da pesquisa 10 crianças (5 meninas y también 5 meninos) que possuíam diagnóstico de: Osteos-sarcoma (n = 3), Leucemia Linfóidy también Aguda (n = 2), Linfoma Não-Hodgkin (n = 2), Sarcoma de Ewing (n = 1), Rabdomiossarcoma (n = 1) y también Meduloblastoma (n = 1). O tempo entre o diagnóstico do câncer y también a coleta de dados variou dy también cuatro meses a dos anos y también 9 meses, y también as crianças, além de realizarem quimioterapia, haviam sdesquiciado submetidas a cirurgias (n = 7), radioterapia (n = 2) y también ao transplanty también autólogotipo de medula óssea (n = 1).

Em seus discursos, os participya antes referiram grande incómodo com a ociosidade enfrentada nas hospitalizações. Durante as internações, a pouca oferta de atividades y también brincadeiras y también a dificuldade para locomoção em virtudy también da necessidady también de estarem dependentes das bombas dy también infusão de medicamentos, associadas à fadiga e mal-estar geral provocados pelo adoecimento y también tratamento, contribuíram para a ociosidade enfrentada y también referida pelas crianças com câncer hospitalizadas, como ilustrado nos dois depoimentos que seguem:

Ai, <é chato> por el hecho de que às vezes não tem nada pra fazer .

É a falta , por el hecho de que não tem nada pra fazer! .

Esta ociosidady también se contrapõy también às brincadeiras, quy también sy también configuram, na opinião das crianças, como a melhor forma de ajudar a passar o tempo no hospital, mas que, entretanto, ainda não ocorrem com a frequência quy también desejariam:

Pesquisadora: <...> Então jamás tem nada pra você fazer aqui?

Criança: Só dy también vez em quando. <...> Uma brincadeira .

Ah, pra distrair, às vezes, eu leio um gibi, desenho, pinto .

Os participantes chegaram, inclusive, a referir quy también as brincadeiras oferecidas duranty también a internação consistiam no único aspecto positivo do fato de estarem hospitalizados por conta do tratamento oncológico, como exemplificado no trecho abaixo, extraído do diálogo:

Pesquisadora: Tem alguma coisa boa no tratamento que você está fazendo?

Criança: Ai, é que dá pra desenhar... Essas coisas .

As crianças valorizaram a existência de brinquedos próprios do hospital, mas buscando maior semelhança com o ambiente domiciliar y también incremento das opções para distração, os participya antes relataram trazer seus brinquedos preferidos, dy también casa para o hospital:

Eu trago meu coelhinho, eu trago minhas bonecas, minhas panelinhas, minhas coisas dy también escola, eu trago muitas coisas <...> pra "mim" brincar. Às vezes, aqui tem brinquedo, mas tem várias coisas que eu tenho quy también aqui não tem .

Ah, trago para o hospital minhas bonecas .

Ao referirem-sy también aos recursos lúdicos e géneros de brincadeiras possíveis dy también serem realizadas no contexto hospitalar, destacou-sy también a preferência das crianças, especialmente das mais velhas, por jogos no videogame e computador, sendo este último, associado ao uso da internet e das redes sociais:

Eu trago o compu tador, eu me distraio mais com ele! Eu escuto música, jogo. Faço tudo pela internet .

Ai, mais pelo computador mesmo , porque as pessoas que eu conheço pela internet, aí eu converso mais .

Em relação ao local que possuem para brincar, além do próprio leito ou quarto da enfermaria, as crianças referiram-se ao parque e ao jardim, no pátio externo do hospital, y también à sala dy también recreação hospitalar, na qual, no período da tarde, é oferecida recreação, sendo disponibilizados alguns jogos y también atividades gráficas:

<...> eu vou lá embaixo ondy también tem parquinho pra brincar! .

lá na salinha , pra brincar, dy también vez em quando .

Entretanto, relataram quy también o fato de precisarem, grande parte do tempo, ficar conectadas à bomba dy también infusão dy también medicamentos, limitava o acesso a estes locais:

Quando eu faço quimioterapia, aí eu fico muito na bomba, assim, aí eu não posso . Mas quando eu só faço medicamento, aí eu saio, vou lá embaixo .

Os participantes dessa pesquisa referiram-se também à intervenção da terapia ocupacional, como diretamente responsável pelas atividades lúdicas, expressivas e artesanais oferecidas. Tais atividades foram apontadas como estratégias favorecedoras do enfrentamento da hospitalização, uma vez que, em suas opiniões, possibilitaram distração, uma sensação subjetiva de passagem mais rásolicite do tempo y también maior aproximação do cotidiano vivloco no contexto extra-hospitalar.

Ah, às vezes eu faço alguma atividady también . Aí o tempo passa y también aí é bom <...>. Gosto mais de pintar, mexer com tinta, essas coisas assim .

Eu pinto, eu desenho, eu faço quadro. A gente brinca, a genty también faz bonecos, faz várias coisas! . Eu gosto <...> por el hecho de que ajuda a passar a hora y también você até esquece, às vezes, quy también "tá" aqui no hospital .

Além disso, a correlação do trabalho desenvolvloco pela terapia ocupacional com o brincar foi referida como o fator que as crianças mais gostam no tratamento hospitalar. Particularmente, as opções dy también brincadeiras oferecidas pela terapeuta ocupacional, como jogos y también pinturas, foram citadas como as dy también maior preferência dos participantes, como ilustrado no exemplo a seguir:

Pesquisadora: O que você mais gosta nas pessoas quy también trabalham aqui no Hospital?

Criança: Das brincadeiras. .

O trabalho voluntário desenvolvdesquiciado por graduandos, caracterizados como palhaços, vinculados a um projeto dy también extensão universitária na clínica pediátrica, foi citado pelas crianças como um diferencial da instituição onde a pesquisa foi realizada:

Pesquisadora: Já veio alguém aqui brincar com você?

Criança: Já. Veio quando eu estava internado. As palhaças <...> Nenhum deles tevy también um animador no quarto, pra dar uma alegrada nas crianças .

Em relação à televisão como fonty también de distração, as crianças mostraram-se divididas em suas opiniões. Algumas consideraram esty también recurso um facilitador da passagem do tempo no hospital, mas sem muitos atrativos:

Dormir y también assistir t.v. .

Já outras crianças referiram que a televisão não as auxiliava:

Pesquisadora: Televisão ajuda a passar o tempo no hospital?

Criança: Não! Não é brinquedo! .

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Pesquisadora: <...> Você gosta dy también assistir televisão, aqui?

Criança: Hum, hum . Você fica assistindo televisão y también você fica pensando. Ah, y también também tem vez quy también não passa nada dy también bom, nem tem nada pra fazer. Aí, é ruim .