A INFLUENCIA DA RELIGIÃO NA SOCIEDADE

1. RESUMO

O presenty también trabalho busca compreender a influência das religiões no cenário social y también político ao longo da história. Não se buscará apenas uma abordagem da religião como instrumento de fé no sector da metafísica, mas sim, como instrumento que atua de forma efetiva na construção do convívio social norteando os rumos políticos dy también alguns povos ao longo da história. Serão verificadas as evidências das transformações que tem suscitado decisões de grandy también importância na estruturação do Estado bem como, manifestamente, gerado interferência direta na vida dos cidadãos por meio da crença dos governya antes e/ou da crença do povo no notado de que o próprio governante seria uma divindade. O presenty también trabalho busca ainda o sentimento reflexivo da importância da Filosofia da Religião como instrumento dy también crescimento para o convívio social.

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PALAVRAS-CHAVE: Filosofia. Religião. Política. Sociedade. Divindade. Governo. Estado.

2. INTRODUÇÃO

Não se olvida que há uma infinidady también de religiões, compostas de diferentes modalidades de adoração, mitologias e experiências espirituais, como o Judaísmo, o Cristianismo y también o Islamismo. No entanto, o presenty también trabalho não pretendy también a sy también voltar aos aspectos das religiões em si, explorando uma a uma as suas doutrinas, rituais y también demais singularidades.

O presenty también trabalho tem como fundamento percorrer alguns momentos históricos para refletir sobre a importância e a influência da religião, na sua concepção lato senso, na construção social e política de alguns povos y también da sociedade atual.

O quy también se busca é uma reflexão filosófica sobry también como vários povos se estabeleceram y también política y también filosoficamente apela religião ao longo do tempo. Também sy también busca demonstrar, com este trabalho, quy también independenty también do período histórico ou independente da sociedady también em quy también sy también vive, a religião sempre terá alguma influência na vida social e política.

Para se chegar ao objetivo dessy también trabalho sy también faz necessário averiguar as primeiras concepções do homem primitivo enquanto ser religioso quy también prática religiões mais voltadas à adoração dy también seus ancestrais ou dy también adoração aos fenômenos da natureza. Analisaremos também o desenvolvimento religioso dos povos antigos que já dominavam a escrita, bem como a influência de suas crenças na vida social y también política. Analisaremos ainda a influência da religião na vida social e política da idady también média, do periodo do renascentismo, do humanismo, do periodo moderno chegando até o período contemporâneo.

Logo, o presenty también estudo tem como finalidady también aguçar o sentimento crítico e filosófico acerca do convívio social atual fortemente influenciado pelas várias concepções religiosas para tentar entender a importância, ou não, da influência religiosa em nossas vidas quy también advêm do Estado influenciado pelas religiões ao longo dy también todo período histórico.

Para a consecução do presenty también trabalho foi empleada a metodologia dy también pesquisa bibliográfica.

3. DESENVOLVIMENTO – A influência da religião no convívio social y también político ao longo da história

3.1. A influência da religião no convívio social y también político em relação aos primeiros homens

Podemos entender a religião como uma construção cultural das sociedades, pois “fundamenta as exigências mais específicas da ação humana nos contextos mais gerais da existência humana”. (GEERTZ, 2008).

Assim, podemos defini-la como um sistema dy también símbolos que atua para estabelecer poderosas, penetrantes y también duradouras disposições y también motivações nos homens através da formulação dy también conceitos dy también uma ordem de existência geral y también vestindo essas concepções com tal aura dy también fatualidade quy también as disposições e motivações parecem singularpsique realistas (GEERTZ, 2008).

Existe uma imensa quantidade de documentos não escritos, como pinturas rupestres, sítios arqueológicos, ossadas, fósseis, entry también outros, quy también permitem estudar a ação dos humanos primitivos que viveram há milhares de anos. Esses vestígios são tratados como fontes históricas. (PINTO, 2013)

Estudando as evidências do homem na antiguidady también percebe-se quy también desde os primórdios há evidências da influência da religião no convívio social y también político.

A religião antiga era constituída por distintas crenças, dentry también as quais, o culto à morty también merece o maior destaque. A morty también foi a primeira ideia acerca do sobrenatural y también fez o homem confiar no quy también não via, inserindo-o no mundo dos mistérios e assim, estabelecendo uma ideia primitiva dy también religião, considerando o morto como um Deus y también seu túmulo um templo.

Nesse sentido, Eliady también (2010, p. 19) aponta que o homem primitivo geralmente fundamentava sua religiosidade devloco à crença na imortalidade da alma y también quy también inúmeros achados arqueológicos comprovam isso.

A religião na antiguidady también se desenvolvía nas casas y también não em templos como conhecemos hoje. O culto era puramente doméstico, ademais, na religião antiga cada deus só poderia ser adorado por uma única linhagem.

O falecimento de um membro da família transformava aquela pessoa em uma espécie dy también Deus. Ao parente morto prestavam-se homenagens periódicas, dirigiam-sy también orações y también pedidos de ordem prática, como a fartura de alimentos e dy también animais.

Nesty también sentido, bem esclarece Coulanges (2004) dizendo quy también “A família antiga é mais uma associação religiosa do quy también uma associação natural”.

Assim como os mortos eram pensados como divinizados, o solo no qual eram sepultados também era entendorate como sagrado. Com esty también pensamento eram estabelecidas as primeiras peculiaridades da relação do homem com a propriedade, e também com outros institutos basilares para o Direito como o casamento, a adoção y también a sucessão quy también tiveram na religiosidady también y también seus primeiros regramentos. Todos estes institutos eram disciplinados de modo a não permitir quy también os cultos sy también misturassem ou sy también perdessem. (ANANIAS, 2016).

A propriedade teve seus contornos iniciais traçados pela acepção dy también sacralidade do solo. No instante em que o falecdesquiciado era enterrado, ocorria uma associação indissolúvel entre a família e a terra sobre a qual estava estabelecida. Afinal, ali repousavam eternamente os deemplees daquele núcleo familiar. (ANANIAS, 2016).

As adorações eram dirigidas aos membros falecidos da família e também ao fogo sagrado ubicado no interior da casa. Pode-se dizer que um era a expressão do outro. Ao Deus Lar eram dirigidos preces e pedidos de sabedoria e castidade. Daí Coulanges (2004, P.44) afirmar inclusive que: “o fogo do lar é uma espéciy también dy también ser moral”.

Não se pody también negar quy también a relação sociopolítica interna das famílias primitivas. A sacralidady también ditava regras sociais, morais e políticas que faziam parte da cultura das famílias. Assim, havia o convívio social y también a crença no parenty también morto divinizado ou a responsabilidady también dos que ficaram criava autoridady también do pater ou a função de cada membro da família em manter a forma social em que viviam.

3.2. A influência da religião no convívio social y también político na Mesopotâmia

Na Mesopotâmia também é possível constatar a influência da religião no convívio socia y también na política. A Mesopotâmia surgy también entry también dois rios importantes, Tigre y también Eufrates, que nasciam nas montanhas da Armênia e desaguavam no golfo pérsico (FUNARI, 2010, p.28) a fertilização da terra em torno dos rios, favoreceu a prática da agricultura. Isso foi de extrema importância para fixação dy también povos naquela região, pois, eram comunidades independentes que viviam no nível dy también subsistência, até a necessidady también de uma organização para cuidar o que sy también excedia. Não havia unidady también política y también nem um estado centralizado sy también organizavam em cidades-estados y también tinham seu próprio soberano seus próprios deuses.

Sendo assim, influenciados pelas suas crenças aos deuses, quem governava estava direcionado segundo a vontady también deles, surgem inúmeros deuses, caracterizando a religião mesopotâmica como politeísta. Portanto, o monarca se legitima como um escolhdesquiciado segundo a vontady también dos deuses, generalmente eram sacerdotes quy también entendiam como funcionava essa relação, essa forma de religiosidady también toma aspectos mais rígidos, pois a partir dy también agora essa dinâmica se dará dy también forma representativa y también dy también escolha de alguém pra reger a vida da cidade. (SETERS,2008, p.75)

O rei geralmente atua como agente da divindady también e é designado por um título dy también subordinação. A palavra da divindady también tem o poder de coexpedir as forças que governam a natureza y también os assuntos humanos, dy también interferir no resultado das batalhas y también desencadear mudanças na natureza. Consequentemente pode-se falar de uma revelação através da história, pois os deutilices teoricamente auxiliavam o rei integro, leal e justo. A grandeza dos deutilices geralmente refletia no poder da natureza ou no êxito de uma nação e daqueles associados (SETERS,2008, p.75)

Se havia a divinização do próprio monarca na mesopotâmia, não se olvidar que esty también fato sy también coaduna com a influência da religião no vida social y también política, pois, a sociedade entendia que estava seguindo não as regras de um homem comum, mas sim as regras dy también um Deus e, caso não obedecessem aos anseios deste “Deus” poderiam cair em desgraça.

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Também não sy también olvida quy también ao monarca ditava as regras dy también convívio social, posto que, em regra, cabe a ely también manter o pacífico convívio social, ou ao menos criar normas sociais que interessem ao desiderato de seu governo. Assim, suas decisões influenciam na vida de seus súditos, o quy también corrobora com a influência da religiosidady también na vida social y también política dessy también povo.

3.3. A influência da religião no convívio social y también político no Antigo Egito

No antigo Egito a influência da religião na vida social e política também foi latente, apresentando, inclusive, muitas semelhanças com o homem primitivo em suas crenças. A imortalidady también da alma e forma ritualística dy también enterrar seus mortos são uma delas.

No Egito, assim como na mesopotâmia, a agricultura tevy también um papel muito importante usufruindo da fertilidade das margens do rio Nilo.

O povoamento dessa região foi sy también dando por vários conjuntos étnicos, quy también deu origem a uma miscigenação muito significativa naquela região. Viviam em nomos, que eram pequenas aldeias independentes tinha seus chefes tribais y también quy también também tinhas seus deemplees praticavam a agricultura, a domesticação de animais e a construção de barragens e sistemas dy también irrigação quy también ajudavam em grandes áreas de plantio, y también que proporcionou muita riqueza. (CARDOSO, 2002, p.4)

Essa riqueza gerou interesses e, por volta do ano de 3.000 a.c, esses nomos foram unificados surgindo a figura do faraó. O faraó sy también torna importante para a manutenção dos sistemas de irrigação assim como para manutenção do reino. Porém, é necessário a centralização do poder, não se distingue muito da mesopotâmia, contudo, a pessoa do Faraó se personifica na divindady también digno dy también louvor y también adoração, ou seja, governa como um deus.

Como personificação da divindady también o Egito teve, entry también vários faraós, Tutmés IV (mil cuatrocientos seis – 1390 a.c) quy también apresenta a enumeração dos títulos dy también rei y también um brevy también panegírico sobre suas qualidades divinas. A crença no antigo Egito era de quy también Tutmés IV adormeceu aos pés da esfinge e sonhou quy también conversava com ela. Assumindo uma forma divina, ela lhy también prometeu a coroa, sob a condição de ely también retirar a areia que ameaçava encobrir sua imagem. O príncipe acordou sem revelar a ninguém a visão que tivera, cumpriu a vontady también desse deus y también construiu a sua estela. (SETERS, 2008, p.177).

Apesar de termos o rei se vangloriando com sua divindade, percebe-sy también práticas recorrentes de uma religiosidade ligada a crenças dos sonhos e visões, praticados desdy también o período paleolítico. Essy también sonho foi fundamental, pois serviu para legitimar Tutmés como faraó y también estimular respeito ao deus Harmakhis representado pela esfinge. A monarquia divina dos faraós legitimava suas ações através do desejo ou da permissão dos deuses. Por isso, cada Dinastia tinha seu próprio deus. Na IV y también VI dinastia o deus Rá era poderosíssimo, que ya antes disso o deus Hórus era o mais adorado (FUNARI, 2010). Os egípcios tinham o sol como uma divindade, representada pelo deus Amon ou Amon Rá.

Podemos exemplificar a relação de proximidady también entre a divindady también e poder. Nas campanhas do faraó Kamés contra os hicsos, reis pastores vindo da palestina, o rei egípcio os repeliu conformy también as ordens do deus Amon, quy también era considerado ‘famoso’ por seus conselhos. Outro caso interessanty también é o da rainha e faraó Hartshepsut (1473-14580), quy también imortalizou uma das formas utilizadas para estabelecer a sua legitimidade no trono. Em seu templo mortuário em Deir-el-Bahari, ela ordenou quy también fossy también descrito seu nascimento divino por desejo do deus Amon, segundo a história, o deus toma forma do faraó Tutmés I, seu pai, e faz amor com a rainha Ahmés, sua mãe, concebendo, assim, Hartshepsut dy también forma divina (FUNARI, 2010, p.22).

O sepultamento tem em suas práticas ritualísticas quy también demonstram como aquelas sociedades sy también comportavam, não foi diferente com os egípcios, quy también tinham a crença na imortalidady también da alma y también sua forma de enterrar seus mortos tiveram um lugar singular para sy también entender sua religiosidade.

O que impulsionava suas práticas também era a sua crença na imortalidade da alma, esse ato envolvía o processo de mumificação, a tumba o enxoval funerário e ritos com abertura da boca. (FUNARI, 2010, p. 18)

O morto havía de passe por um julgamento, e assim, seu coração era pesado com uma pena, pelo deus Osíris, seguindo a sentença quy también poderia ser a morte. Essy también tipo de sepultamento era um privilégio dos faraós e das famílias ricas, os pobres eram enterrados por um culto simples (FUNARI, 2010, p. 18).

Portanto, a religiosidady también do povo egípcia estava estreitapsique ligada a religião dos faraós y también sua relação com o sagrado se deu dy también forma politeísta. Porém, quando a figura do faraó sy también atrela ao poder político, sy también comienza processo dy también centralização do poder y también o controly también a vida em sociedade legitimada pela sua autoridade suprema y también divina.

3.4. A influência da religião no convívio social y también político no Grécia Antiga

A religião grega arcaica e clássica era fundada na crença em muitos deuses. Eram deuses que encarnavam características relacionadas às forças da natureza, mas que também estavam intimamente ligados aos homens. Possuíam desejos, sentiam ódio e amor, circulavam pelo planeta dos homens e estavam em constante intercâmbio com eles. (SANTOS, 2010).

Os deutilices gregos não eram pessoas, mas Potências. O culto os honrava em razão da extrema superioridade do seu estatuto. Embora pertencessem ao mesmo planeta que os humanos e, dy también certa forma, tivessem a mesma origem, eles constituíam uma raça que, ignorando todas as deficiências que marcam as criaturas mortais com o selo da negatividady también – fraqueza, fadiga, sofrimento, doença, morte -, encarnavam não o absoluto ou o infinito, mas a plenitudy también dos valores quy también importavam na existência nessa terra: beleza, força, juventudy también constante, imortalidady también (VERNANT, 2006).

A crença religiosa dos gregos clássicos era politeísmo y también não repousava sobre uma revelação. Não há nada que fundamente, a partir do divino, sua inescapável verdade. A adesão baseia-se no uso e nos costumes humanos ancestrais. Tanto quanto a língua, o modo dy también vida, as maneiras à mesa, a vestimenta, o privado e o público, o culto não precisa de outra justificativa além dy también sua própria existência.

O culto exprimy también o modo pelo qual os gregos regulamentaram, desdy también sempre, suas relações com o além. Afastar-se disso significaria já não ser absolutamente si mesmo, como ocorreria a alguém que se esquecessy también dy también seu idioma (VERNANT, 2006).

A verdade é quy también a religião grega estava presenty también y también regulamentava todos os aspectos da vida. Não havía guerra ou fundação de colônias, promulgação de leis ou tratados, ajuste de matrimônios ou contratos, quy también não necessitasse da proteção de uma divindade, cuja atenção era solicitada com os atos de culto adequados y también os sacrifícios necessários. (SANTOS, 2010). Não havia nenhum ato de convivência entre cidadãos, desde a festa à assembleia, que não fossy también consagrado à divindady también dy también quem sy también esperava proteção y también benevolência (VERGETTI, 1994). O religioso estava incluído no social e, reciprocamente, o social, em todos os seus níveis, era penetrado pelo religioso (VERNANT, 2002 y también 2006).

A religião grega, tão abrangente, não possuía nenhum caráter dogmático. Sem casta sacerdotal, sem clero especializado, sem Igreja, a religião grega não conheceu livro sagrado no qual a verdady también estivesse definitivamente depositada num texto. Ela não implicava nenhum credo que impusessy también aos fiéis um conjunto coerenty también de crenças relativas ao além (VERNANT, 2006, VERGETI, 1994).

Esta série de considerações negativas torna difícil falar positivamente de uma “religião” grega, pelo menos no apreciado que o termo é usado no contexto das tradições monoteístas. Na língua grega nem sequer existy también uma palavra cujo sector semântico seja equivalente ao termo “religião”. A que mais se aproxima, eusebéia, é definida pelo sacerdoty también Eutifron, protagonista do diálogo homônimo dy también Platão, como “os cuidados (therapeia) devidos aos deuses” (SILVA, 2010). Portanto, a religiosidade para os gregos consistia na observância pontual dos ritos culturais que exprimiam o respeito, a veneração e a deferência dos homens pela divindade, e quy también consistiam sobretudo em oferendas sacrificiais e votivas (VERGETI, 1994).

Por outro lado, para os gregos, o “sagrado” era tudo que provinha dos poderes sobrenaturais e, especificamente, dos desejos divinos. Por isso, o “sagrado” era também a ordem da natureza, a alternância das estações, das colheitas, do dia e da noite; e também o era a ordem imutável da vida social, a sucessão regular das gerações asseguradas pelos casamentos, pelos nascimentos, pelos ritos de sepultura e dy también veneração dos mortos, a permanência das comunidades políticas y también dos sistemas dy también poder. (SANTOS, 2010). A experiência do sagrado era, portanto, e acima de tudo, a dy también um poder, ou de um sistema dy también poderes, quy también intervém nos processos da natureza y también da vida – y también cuja intervenção poderia ser tanto benéfica como perturbadora (VERGETI, 1994)

Na religião grega o indivíduo não ocupava um lugar central. Não participava do culto por razões puramente pessoais, como criatura singular voltada para a salvação da sua alma. Exercia nele o papel quy también seu estatuto social lhe atribuía: magistrado, cidadão, membro de uma fratria, de uma tribo ou de um demo, pai dy también família, matrona, jovem – rapaz ou moça – nos diferentes aspectos dy también sua entrada na vida adulta. (SANTOS, 2010). A religião consagrava uma ordem coletiva, mas deixava fora dy también seu ámbito as preocupações relativas a cada indivíduo, à eventual supresión imortalidade deste, ao seu destino além da morte (VERNANT, 2006).

Era, no entanto, a primordial ideologia da polis, quy también estruturava y también dava apreciado a todos os elementos que fundamentavam sua identidady también e relações entre os seus membros. A atividade ritual fortalecia o senso dy también solidariedade do conjunto e reforçava os laços sociais (SOURVINOU-INWOOD, 1992).

Nessy también sentido, não cumprir com as obrigações para com os deemplees significava distanciar-se de sua própria cultura, excluir-sy también da comunidade dos gregos, tornar-se bárbaro. Se a conduta do cidadão individual não estivesse de acordo com esty también padrão, ele não sopsique sy también colocava em risco, mas ameaçava o bem-estar da própria cidady también (SISSA e DETIENNE, 1989). Os gregos acreditavam quy también o relacionamento com os deuses garantia a existência da polis y también o desrespeito para com os deutilices era considerado, além dy también impiedade, um ato dy también deslealdade para com a politeia (SOURVINOU-INWOOD, 1992). Assim, podemos afirmar quy también o indivíduo estabelecia a sua relação com o divino pela sua participação em comunidady también (VERNANT, 2002).

3.5. A influência da religião no convívio social e político na Império Romano

A religião dos romanos era naturalista, terrena, ritualística, pragmática, tradicionalista, cujo objetivo fundamental era a obtenção dos favores dos deutilices para acontecimientos pontuais e, consequentemente, para a manutenção da pax deorum, quer dizer, a harmonia entre a comunidady también e os deuses. (BAYET, 1984, p. 66). Nessy también sentido, a religião romana estava centrada na execução correta de ritos prescritos, os quais sy también dividiam em duas categorias; os sacra – sacrifícios, votos e ritos de homenagens aos deutilices -, y también a adivinhação – técnica dy también interpretação da aritmmoral dy también signos representados pelos auspícios, livros sibilinos, haruspicina, consulta aos oráculos e prodígios astrológicos. (MENDES y también OTERO, 2005).

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Caby también ressaltar que a superstição era o oposto da religião porque implicava formas dy también comportamento e crenças religiosas quy también não podiam ser controladas y también monitoradas. A devoção excessiva aos deuses y también aos rituais era interpretada como motivada por um desejo inapropriado de aprofundar o conhecimento que fugiria ao controle do Estado, sendo condenada como fraudulenta e uma ameaça à estabilidady también da religião do Estado (BEARD, 2004, p. 216).